Um blog para Amigos e para pessoas de quem gosto, com entrada permitida a alguns mentecaptos encadernados...

17
Jun 14
 

Sempre gostei da Maria e sempre achei interessante o seu amor pelos animais, gatos, cães e até pombos... Para ela o mundo é formado por todos os que o habitam e todos devem ser protegidos e ajudados... Durante anos travou uma luta desigual com vizinhos, devido ao barulho que faziam no estabelecimento e posteriormente pelo fumo da lareira que lhe invadia a casa, situada por cima e que a obrigava a sair para a rua. Queixou-se a diversas entidades mas parece que nenhuma se interessou pelo seu caso, já que a situação se manteve durante mais uns anos, até que, farta das quesílias e do incomodo, mudou de residência. Uma setubalense bem humilde, mas de nariz arrebitado, serena e sociável. Uma paz de alma...

Grande Amigo, o Leonel Dias!!! Amigos há muitos anos, sempre falámos de coisas para além do trivial, como livros, poesia, pintura, cultura em geral, por vezes em sacanagens e sacanas bem conhecidos em várias áreas pseudo-intelectuais, sempre que nos encontrávamos. e nunca o raio da conversa ficava em dia! Tivemos umas almoçaradas sem grande história e aproveitávamos para beber uns copos em memória de vários amigos que nos deixaram para sempre. Registei o facto de, quando foi avô, me enviou a foto do rapagão, com o singelo aviso: "Olha, Fernando, toma atenção, mais um benfiquista na área!" Mas como sou seu amigo, perdoei-lhe a ousadia...

Leonel é um homem com diversas preocupações culturais e políticas. Pode-se considerar homem de uma esquerda mais participativa e um tanto ou quanto incómoda!... Adora ler, escreve, procura andar sempre informado e bem informado... e agora com Internete, a informação é a dar com um pau, é uma fartura, tanta, tanta que até divide, por email, com os amigos mais chegados.

Pessoa séria, honestíssima, vertical nas suas opções, quer sejam políticas ou outras, solidário, adora Setúbal e os seus cantos e recantos. É difícil não se gostar deste homem, casado com uma senhora que de certeza lhe apareceu em cima de uma azinheira! Aquele abraço cúmplice, Amigão! Tudo de bom para ti e Famelga!

Meu grande Amigo Adolfo, amigo de infância e de aventura. Tinhamos prái uns quinze anos quando resolvemos seguir o exemplo de outros amigos e dar o salto para França, numa altura em que era proibido emigrar. Fomos informados por um outro amigo, Rogério Severino, que trbalhava na junta do porto, que na estacada (hoje cais 3) estava um barco que dentro de dois dias ia zarpar para Marselha. Fomos observar e dois dias depois saltámos a muralha e fomos escondernos numa baleeira. Navegávamos há cerca de três dias quando a lona que cobria a baleeira foi levantada e uma voz, em bom português, disse: "São dois, tão aqui!". Tinhamos sido apanhados. Levados ao comandante, que estava muito admirado como é que um barco que ia para a pesca do bacalhau nas frias águas do polo norte, levava dois clandestinos. Foi aí que soubemos que o navio que ia para Marselha tinha-se deslocado para outro ponto da muralha e dado entrada ao arrastão bacalhoeiro David Melgueiro, que ia meter sal. Foi do catano, mesmo do catano! O imediato barbudo e com cara de boa pessoa pôs o Adolfo a trabalhar na farinha de peixe e óleo de fígado e eu fui para a copa dos oficiais e, posteriormente e a meu pedido, sempre que se justificava, andava a distruibuir cachacha aos pescadores, uma forma consentida de lhes minguar o horrível frio que os congelava, homens escravos do desejo do comandante de pescar bacalhau e mais bacalhau! Quando os porões estavam cheios e não se podia pôr mais, rumámos a Portugal, não sem antes termos abalroado um pequeno navio russo e um iceberg, que nos meteu duas cavernas da proa dentro.

Chegados a Lisboa, fomos recebidos pela polícia marítima e entregues à PIDE. Depois de sermos interrogados, fotografados e alvo de uma grande lição de moral e aconselhados a termos no futuro juízo, fomos postos em liberdade.  Desta aventura fracassada, ficou-me o conhecimento da ilha francesa São Pierre-Miquelon e de Sto. Jones, no Canadá, além de dois ou três amigos com quem mantive contacto até ao falecimento deles. Obrigado, Amigo Adolfo, por ontem me teres sugerido partilhar a nossa história gelada com os meus Amigos!

publicado por Etc e Tal às 13:18
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16
Jun 14


Adriano Menezes andou uns bons aninhos pelas Nações Unidas, percorreu África de lés-a-lés e um pouco do Mundo, um homem de princípios rígidos, absolutamento sincero e honesto, com um currículo profissional invejável, formado em Economia, sócio da Associação 25 de Abril, guerreiro, solidário, de séria e forte cultura, um tanto ou quanto aventureiro, tem uma calma difícil de alterar, é persistente e não se deixa vencer pelas contrariedades... Há uns anos atrás, julguei que dava um bom candidato socialista à câmara de Setúbal. Iniciei, dentro do partido, um grupo de apoiantes que se tornou em pouco tempo uma numerosa sensibilidade política, mas os barões do PS local não aceitaram a sua candidatura e tudo fizeram para a anular - e conseguiram! Adriano Menezes, em lugar de ter continuado líder de uma tendência política sempre a crescer, aberta e democrática, onde figuravam bons elementos, preferiu, à revelia de alguns seus apoiantes mais influentes, hipotecando a sua independência, apoiar Gonelha filho para presidente da Comissão Política, precisamente aqueles que nunca consideraram a sua disponibilidade para ser candidato ao Município sadino. Quanto a mim, não soube negociar e deixou-se enlear nas intrigas palacianas de meia dúzia de idiotas sempre de "olho aberto" para vantagens que consigam sacar ao Partido... Depois de ter passado por "presidente da Assembleia Geral de Militantes" (por acaso as únicas actas escritas e acessíveis aos militantes e publicadas na Internete, que são do meu conhecimento, foram as do seu mandato!), que quanto a mim funcionou como prémio à sua disponibilidade de apoiar Gonelha filho, foi-se desligando do PS Setúbal, até que acabou por não aparecer mais, o que me deixou muito admirado e algo perplexo, já que a ideia que tinha e ainda tenho dele, é que é um bom socialista, activo e leal aos princípios socialistas! Um abraço Doutor Menezes!



Falar de Garcia dos Santos é falar de um grande Amigo, infelizmente já desaparecido. Com ele participei em diversas lutas políticas e sociais, algumas internas, de forma a criar mais transparência e acutilância no PS Setúbal, durante os reinados de Catarino Costa, seu dilecto adversário, não inimigo, de estimação! Garcia dos Santos percebia de agitação política e tinha uma capacidade enorme de conviver com militantes e simpatizantes. Era pessoa estimada na cidade e no concelho e não só na sua zona de residência. Passou pela Federação Distrital e a ele se deve as obras e melhoramentos lá feitos. Foi deputado na Assembleia da República e nela deixou uma recordação que na altura correu internete e jornais e que se conta em poucas palavras: durante uma sessão fechou os olhos e inclinou a cabeça, postura que foi considerada como se tivesse adormecido. Em "homenagem" a esse incidente, chegaram a oferecer-lhe uma canção em voga na altura, o "Comboio Apitou", o que não o incomodou sobremaneira.

Foi mais um militante que saiu, agastado, não com o Partido, mas sim com algumas pessoas que ele considerava estarem a descaracterizar o PS. E por simples represália candidatou-se como independente, apoiado embora pelo PSD, à ex-Junta de Freguesia de S. Julião, que não ganhou por poucos votos, o que só veio demonstrar que se o PS não o tivesse deixado fugir, talvez a história desta antiga junta tivesse sido outra... Estejas onde estiveres, um grande abraço, velho e bom camarada!!!



Campos Torres, um antigo militante socialista, assistiu e participou em milhentas estórias relacionadas com os bastidores do PS Setúbal.  Adora falar, conviver, confratenizar, estar com amigos e camaradas.  Com perto de 90 anos, fora algumas "dores de cabeça", adora viver e estar. Gosto desta "velha bruxa" pelo seu feitio terra-a-terra, pela sua atitude e caracter e particularmente pelo gozo que ele tem em "picar" certa elite que pensa que sabe tudo e que é imprescindível. Muitos fogem dele, talvez não bem dele, mas sim das suas verdades que muita boa gente tem dificuldade em engulir! Continua como és, meu querido Amigo!



publicado por Etc e Tal às 11:40
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13
Jun 14

Fernando Machado, uma das melhores vozes de Setúbal e do País, e não só no Fado! Marceneiro de profissão, tinha oficina no rés-do-chão do edifício onde estava situado o Circulo Cultural de Setúbal. Teve uma "casa de fados", há muitos anos, na avenida Luísa Todi, um local sagrado para quem gostava da boémia e de ouvir cantar a nossa canção nacional. Dele dizem os entendidos que "quanto mais velho, melhor canta!" o que parece ser bem verdade! Solidário, popular, autêntico e disponível para partilhar causas sociais. Um grande velho amigo!

Meu grande e estimado amigo Cunha e a esposa. Cunha é neto do soba de Cabinda, portanto principe. Ex-comando, uma vida de aventuras, adora a terra onde nasceu e a terra que o acolheu. Pessoa boa, comunicativa, calorosa, sempre disponível para dar a mão a um amigo. Um abraço Cunha!

Jaime Falca, meu bom amigo setubalense e vitoriano, companheiro de bailaricos, travessuras, passeios pelo rio sado, sardinhadas bem regadas. Explora a alguns anos a "Cantina" da lota, sempre numa de desportiva, sem grandes chatices e aborrecimentos. Partilhámos bons tempos e algumas aventuras de verão, num tempo em que a Troia era nossa, havia a esplanada da Mariana, o Kali dos Patos, pastéis de bacalhau e garrafões de 5 litros e melancias enterradas à borda dágua para ficarem fresquinhas. Ainda o Sado tinha velas e barcos, vida e salmonetes. Jaime Falca é daquelas pessoas que se não tivesse nascido, tinha de ser inventado. E as coisas que ele sabe de Setúbal e das suas figuras mais típicas, davam para encher um grosso livro! Um abração, companheiro!

publicado por Etc e Tal às 15:51
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12
Jun 14

Francisco Barbeiro, professor da primária, o principal  fundador do PS Setúbal e seu primeiro "secretário", eleito em assembleia geral de militantes, no ano de 1974. Honesto, sabedor, bom homem, amante de um bom "bate-papo", muito metódico, muito legalista, quase avesso a iniciativas políticas que agitassem as calmas águas instituídas, grande apoiante de Mário Soares (e quando se afastou do PS, devido à história de terem posto o socialismo na gaveta, tornou-se apoiante do PRD e do general Eanes), foi com ele que me inscrevi no PS, em Lisboa, num dia em que me fui encontrar com Palma Inácio, revolucionário que fundou a LUAR (Liga de União e Acção Revolucionária), que entretanto tinha aderido ao Partido Socialista. O Professor ficou responsável pelo funcionamento da secção mais tarde conhecida por "Secção da Portela" e eu, após uma reunião com os filhos de Mário Soares, João e Isabel Soares e outros camaradas, fiquei incumbido de organizar em Setúbal uma tendência socialista, o Grupo Autónomo do Partido Socialista (GASP), desfeito logo no 1º congresso do PS. Mas enquanto durou, fizemos e entramos em quase todas as acções políticas e reivindicativas que aconteceram na cidade e no concelho, desde a ocupação de casas para pessoas que viviam em bairros de lata, até à organização de comissões de moradores. Tempos de brasa, como costuma dizer Otelo Saraiva de Carvalho. Eramos, no GAPS, que funcionava na cave da secção de militantes, em grande maioria, apoiantes do PREC, processo revolucionário em curso, e chegamos a levar nas orelhas por esse motivo e também pelo facto de não ligarmos muito às tentativas de controle que alguns camaradas  de "olho aberto" tentavam ensaiar, quer ligados ao PS, quer oriundos da Frente Socialista Popular (FSP), a nível nacional liderados por Manuel Serra e a nível local (que funcionava nas instalações da Av. Portela) pelo engenheiro de máquinas, Rocha, que mais tarde lutou pela separação do PS e foi ocupar um edifício no Largo João Vaz, para sede do seu movimento. Mas isto são outras estórias!... 

"Estórias" em relação às quais vou agora aqui levantar a ponta do véu... O engenheiro "Rochinha", andou embarcado com o Manuel Serra e foram fundadores do Sindicato dos maquinistas da marinhas mercante, e quando aconteceu o 25 de abril, foram os primeiros a ocuparem o sindicato. Manuel Serra, um revolucionário metido em mil e uma accões contra o regime fascista, fundou logo a Frente Socialista Popular (após a cisão, Movimento Socialista Popular), que se aliou ao PS. O Rocha, natural de Setúbal, na altura em que Xico Barbeiro "descobriu" o andar da av. Portela "com quintal e tudo e uma saída pelas traseiras, conveniente em caso de merda", andava com o olho em cima do mesmo andar. Por isso se fez uma reunião e estabeleceu-se que o andar fosse dividido pelos dois partidos, já que em Lisboa acontecia o mesmo. E assim foi.
O engenheiro "Rochinha" foi das pessoas com que mais gostei de fazer trabalho político! Era, e é, um homem verdadeiramente revolucionário e de esquerda. Hoje encontra-se a exercer a sua actividade profissional no Brasil, em S. Paulo, e é proprietário de uma firma de instalação de sistemas electrónicos para dirigir e controlar o fluxo de trânsito. Afastado do PS há longos anos, continua a afirmar-se socialista, republicano e democrata!
publicado por Etc e Tal às 10:56
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11
Jun 14

Esta foto tem uns bons aninhos... Eu ainda não tinha cabelos brancos e o meu amigo de infância, Rogério Lima (à dir, na foto), ainda era vivo. A foto foi tirada no bar do inativado Circulo Cultural de Setúbal e não recordo o nome do nosso outro amigo, ao centro (se alguém souber, deixe ficar nos "comentários"). Rogério Lima era uma força da natureza, tinha uma enorme alegria por viver, dificilmente desanimava, era  perseverante, afoito e com algumas amargas recordações da guerra colonial e dos anos de juventude que perdeu por lá. Amigo de boas borgas, de tinto e de cerveja, anos antes de falecer deixou o alcool para trás, inscreveu-se nos Alcoolicos Anónimos, dava palestras onde contava como conseguiu deixar a bebida, era considerado um caso exemplar e de sucesso. Morreu numa cama do hospital, à cabeceira da qual esteve sempre a sua mãe. A última vez que o vi vivo, foi na véspera do seu falecimento. Um abraço, meu grande Amigo!

Poeta, reputado comerciante conhecido em todo o distrito, o meu amigo de infância e de escola, João Farelo, sempre o conheci com uma fome imensa de conhecimento, de cultura, de saber coisas. Vitoriano convicto e setubalense dos quatro costados, cedo começou a ajudar o pai no negócio de sementes e de animais de estimação, numa antiga loja numa esquina da avenida 5 de Outubro, que ainda existe, e que se tornou, ao longo dos anos, ponto ideal para reunir amigos e clientes mais fieis, para conversas e troca de experiências relacionadas com o seu ramo de negócios, que geriu após o falecimento do pai. Amigo do seu amigo (e até de pessoas com quem tinha pouco relacionamento), sempre o entendi como lutador por Setúbal e suas melhores tradições. Foi ele que fez nascer em mim o gosto por aquários, passatempo que ainda hoje pratico. Saudações, meu caro Amigo João!

publicado por Etc e Tal às 11:45
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10
Jun 14

Xico da Cana (à dir., na foto), com ele passei grandes e bons momentos, misturados com muitas canções charrocas, vinho tinto e milhentos petiscos, ou na sua tasca (que ainda existe, gerida pela filha e pelo genro), junto ao Largo da Palmeira, mas que já perdeu aquela dose de cumplicidade dos velhos tempos, ou em sítios tão diversos como o Parque da Comenda, a Albarquel, Palmela, Troia, Praias do Sado, Comporta, bairro do Peixe Frito, etc... Amigo e camarada de pesca do meu Pai, tinha sempre um sorriso e um abraço para os amigos e não desdenhava uma boa confraternização, onde para abrilhantar, se destacava a sua cana (que andava sempre consigo, era mais do que um instrumento musical, era o seu B.I.!) e a sua voz grave e sonora, que chamava à compita outras vozes, até de pessoas que não conhecia mas que, galvanizadas pelo momento, entravam na atuação. A sua mulher, Dona Emília, uma autoridade na cozinha e que raramente o deixava por o pé em ramo verde, mas dáva-lhe completa liberdade para se deslocar em actuações pelo País e pelo estrangeiro com o seu grupo de bons malandros, era uma jóia de pessoa, humilde, ternurenta e muito querida, a quem eu adorava! Estejam onde estiverem, amigos Xico da Cana e Dona Emília, lá vai aquele abraço cheio de saudades, aquele nosso abraço de borda d'água!

Manel Bola, menos conhecido pelo nome de batismo Carlos Rodrigues, é uma figura popular e querida da cidade de Setúbal. Meu amigo desde os tempos de escola, assisti às suas primeiras actuações teatrais que o levariam posteriormente, aos palcos de diversos teatros e à televisão, onde fez inúmeros papéis em telenovelas e peças de teatro. Apreciador de um bom copo de tinto,  de sardinha assada e de pelins fritos com acompanhamento de arroz de tomate, tem sempre à flor dos lábios um dichote, um sorriso malandro, um dito engraçado. Fiel frequentador do Mercado do Livramento, ponto de encontro para rever amigos e conhecidos e dar dois ou tres dedos de conversa, setubalense de gema, bom conhecedor dos cantos e recantos da nossa cidade e das suas redondezas, além de homem do teatro, é também homem da cultura e da solidariedade, vertentes que o encontram sempre disponível para dar o seu contributo. Gosto deste meu velho amigo. Um abração Manel e as tuas melhoras!!!

publicado por Etc e Tal às 11:43
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08
Jun 14

Gosto do Otelo, por ele mesmo, pela sua personalidade, pela sua coragem e determinação e pelo facto de não se calar e dizer aquilo que milhares de portugueses gostariam de dizer se tivessem acesso aos meios de comunicação social... Mas gosto dele, essencialmente, porque foi o coordenador da "Revolução dos Cravos" devido à qual recuperámos as liberdades que a ditadura fascista, durante quase meio século, nos roubou e que o presente governo de Coelho e Portas estão a tentar fazer novamente. Fiz parte da sua campanha às presidenciais, para o que pedi a suspensão de militante socialista que nunca soube se me foi ou não consentida, já que nunca recebi resposta. A única coisa que sei é que alguns parvalhões, principalmente os oportunistas de plantão, sempre ávidos de saberem o que o partido lhes poderia dar ou o que poderiam sacar, aproveitaram-se da situação e destruiram todos os arquivos e documentos que a secção de militantes da Portela tinha, onde figurava o meu nome e o nome de uma dezena de (bons!) militantes dos tempos da fundação do PS Setúbal, que me acompanharam na suspensão e que nunca mais regressaram ao partido.  Hei de falar desses crápulas mais lá para a frente, muitos deles metidos na história da compra do edifício da Portela e sua posterior venda a um sindicato, hoje falido e com actividade quase nula!... Uma história a roçar o escabroso!...

Meu grande amigo Dimas Pereira com a mulher. Culto, de reaciocinio rápido e conciso, acordeonista, bem falante, solidário, corajoso, algumas vezes reservado, mas sempre com uma capacidade infinita de fazer amigos. Conheci-o no velhinho Circulo Cultural, ainda na 5 de Outubro. Andava sempre com jornais antigos debaixo do braço e era um homem de hábitos e de ideais, com atitude e caracter. Militante comunista desde a clandestinidade, nunca se importou se um amigo era ou não do seu partido. Nunca foi sectário. Nos últimos tempos, afastou-se do PC, mas nunca me disse a causa, nem eu lhe perguntei. Com ele fiz alguns trabalhos políticos antes do 25 de abril, nomeadamente a distribuição noturna de panfletos contra a guerra colonial, que colocavamos nos carros e debaixo das portas de residências. Dele, só tenho uma magoa, o facto de ter assinado um recibo de aluguer, quando não o deveria ter feito, de uma sala do Circulo (onde é hoje a "Casa da Cultura"), dando assim origem ao processo movido pelo proprietário, que levou à destruição inglória da Verdadeira Casa da Cultura setubalense, origem e escola de muitos progressistas e democratas da nossa cidade, para já não falar de músicos, cantores, pintores, fotógrafos, jornalistas, actores, escritores.... um mundo de agentes e promotores culturais que ainda hoje se mexe!

publicado por Etc e Tal às 12:25
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07
Jun 14

Dois bons amigos, dois mestres, duas figuras carismáticas e populares, conhecidas aquém e além cidade de Setúbal: Finuras (à Esq.), o homem dos 70 ofícios, infelizmente já desaparecido e David "Batechapa", exímio tocador de viola. Com o Finuras cheguei a ser figurante nos seus espetáculos de "magia", só para entrar sem pagar bilhete, que regularmente dava no antigo Salão Recreio do Povo. Consentia em ser hipnotizado por ele e prestava-me a fazer diversos papéis no palco, para grande satisfação da assistência, que, diga-se em abono da verdade, desconfiava dos dotes de mágico do meu amigo Finuras, mas como eu, nunca se desmachava e inundava-o de palmas durante largos minutos. E cheguei, por seu intermédio, a ser figurante numa cena de um filme do 007, numa filmagem feita no cais da antiga lota. Bons tempos...

Com o David, palmilhei, em regime de voluntariado, muitas tascas e outros bons antros, sempre na peugada do fado vadio, aquecido com vinho tinto e chouriço assado. Bom homem e bom cidadão, solidário e sempre empenhado em justas causas sociais. Com alguns quilinhos de anos no arcaboiço, permanece igual a si mesmo e aos valores que sempre nortearam a sua vida de trabalhador e de boémio. Um abraço para ambos!

publicado por Etc e Tal às 11:23
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06
Jun 14
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publicado por Etc e Tal às 14:32
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05
Jun 14

Meu filho Cláudio e meu neto Daniel, setubalenses nascidos e criados na cidade do Sado. Minhas raízes! Meus maiores Amigos, sempre presentes nas horas boas e menos boas...

Minha filha Ana Sofia, um diamante cintilante, culta, inteligente, mulher guerreira! Um beijo grande para ti e para a minha neta linda!

Minha neta Beatriz, Bia para os amigos, filha de Ana Sofia, sempre à procura de respostas, participativa, de nariz arrebitado, um docinho de mel...

Capa do meu 1º livro de poesia, que vou transcrever neste site. Foi um pequeno escândalo devido ao facto de muitas alminhas se terem revisto nestas páginas... E deu-me alguns "inimigos" que ainda hoje conservo com uma certa devoção...

publicado por Etc e Tal às 16:23
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